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Mensagem de apoiante da Lista do POUS

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Foto daqui

“No domingo o meu voto será POUS

«É com alegria que descobri um partido em Portugal que defende o emprego e que é contra esta União Europeia. Uma UE que ajudou a fechar as nossas empresas e deslocalizou-as para fora de Portugal.
Por este motivo e outros que li no vosso site, no domingo o meu voto será POUS. Podem contar com pelo menos um voto na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, concelho do Entroncamento, distrito de Santarém.»

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Comunicado da Lista POUS/RUE aos estudantes do Ensino Superior

desemprego universitarios

Muito para além de uma mera campanha eleitoral, a Lista do POUS convida os estudantes universitários a participarem no próximo debate promovido pelo POUS em conjunto com a Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia (RUE). Já antes da campanha eleitoral começar, vínhamos promovendo estes debates.

Debatemos a questão da nação e vimos ser impossível  manter a nossa soberania dentro do quadro da União Europeia.

Debatemos o papel dos sindicatos enquanto organizações dos trabalhadores e o significado de os dirigentes das duas principais centrais sindicais desfilarem lado a lado em Madrid, numa manifestação promovida pela CES (Confederação Europeia Sindical), o mesmo não acontecendo aqui, em Portugal, num momento em que os trabalhadores de toda a função pública estão a perder o vínculo, submetidos a uma avaliação destinada a partir as suas carreiras, dividindo-os para melhor as poder controlar, lançando uns trabalhadores contra os outros, em vez de se unirem na defesa dos seus direitos.

Durante a campanha procurámos informar e agrupar mais pessoas em torno do nosso projecto. Primeiro houve quem estranhasse a ruptura mas muitos compreenderam que só realizando essa ruptura efectiva, será possível parar o processo dos despedimentos e começar a construir em vez de destruir. Por vezes é preciso desfazer o que impede a construção. Apelamos à necessidade de uma ruptura com a União Europeia porque ela é um obstáculo à soberania, à democracia e à liberdade dos povos.

Finda a campanha, continuamos a  debater o modo de sair desta situação que comprometerá cada vez mais o futuro das próximas gerações.

Este comunicado foi hoje distribuído por candidatos da Lista do POUS, na Cidade Universitária de Lisboa:

Cara(o) estudante,

No dia 7 de Junho haverá muitos cidadãos que irão votar com a convicção de que esse exercício da democracia poderá contribuir para mudar a situação no nosso país, ou – mesmo sem convicção – por fidelidade ao seu partido político. Haverá também muitos outros que irão a alhear-se desta eleição, revelando as sondagens um número gigantesco de abstencionistas em todos os países da Europa.

Mas, quer uns quer os outros, estão unidos numa imensa angústia perante o processo de desmoronamento da sociedade, a partir da destruição em massa do seu aparelho produtivo, traduzida em particular no fecho de empresas e nos despedimentos. Veja-se as dezenas de milhar de jovens qualificados sem emprego, ou em empregos precários e com salários de miséria.

Depois de 7 de Junho, este processo irá prosseguir. A Comissão Europeia espera que haja mais nove milhões de desempregados, nos países da Europa, nos próximos meses. Ela “espera”! Os governos “esperam”! E o que fazem para estancar esta situação? Onde iremos parar?

Cara(o) estudante,

A situação para os jovens não é fácil. A destruição do tecido produtivo – aquele que produz a riqueza para alimentar os serviços públicos, para alimentar o Ensino superior e a investigação científica, que depois revertem a favor de toda a Humanidade – irá ter, já está a ter, consequências terríveis.

Vejam-se todas as medidas de desqualificação das licenciaturas, a modificação da gestão das escolas (RJIES), o aumento das propinas – a caminho da privatização do Ensino Superior – e a formação de elites, resultantes de uma política envolvida em palavras que nos são muito caras, como é o caso da uniformização a nível europeu, para permitir a mobilidade dos estudantes, no chamado Processo de Bolonha.

Perante isto, o que é necessário fazer? O que pode cada um de nós fazer?

É preciso debater estes assuntos, para compreender o que se está a passar, em Portugal e no resto do mundo.

Se está interessada(o):

  • em debater as causas desta situação, em discutir por que razão o POUS/ IVª Internacional e a RUE consideram que não há outro caminho – para mudar a direcção para onde estão a ser levados os povos de toda a Europa – senão romper com os Tratados comerciais que constituem o fundamento desta União Europeia e lançarmo-nos na construção de outra União, assente na cooperação entre os povos.
  • em saber o que estão a fazer outros jovens e trabalhadores a realizar noutros países da Europa e do resto do mundo no sentido de mudar esta situação

Venha participar numa reunião, no próximo dia 9 de Junho, às 17 horas e 30 minutos, na sede do POUS, situada na Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, em Lisboa.

A lista do POUS para o Parlamento Europeu



Depoimento de candidata da Lista do POUS/RUE

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«Pela liberdade e pela democracia»

Isabel Pires, dirigente sindical do SPGL

Desde o início que estive, junto com outros trabalhadores, nas reuniões que deram corpo à RUE – constituída por militantes e cidadãos não militantes partidários, nos quais eu me incluo. O descontentamento face às políticas da União Europeia, à sua falsa democraticidade, aos seus interesses essencialmente económicos e ao desprezo total pelos cidadãos dos Países nela incluídos, obrigaram-nos a reflectir.

As suas decisões – não ratificadas pelos povos – bem como as suas Directivas, que defendem as grandes multinacionais, aparecem mascaradas pela “ajuda” aos países que a compõem.

Pela Europa, alastra uma vaga nunca vista de desemprego, e as palavras dos Comissários de Bruxelas mostram preocupação sobre isso apenas para nos tentarem enganar. Contudo, as suas acções são reveladoras das suas intenções e objectivos.

Todos os seus esforços vão no sentido de canalizar a riqueza produzida pelos trabalhadores e os nossos impostos para a defesa dos mais poderosos. É o caso do financiamento à Banca que, afinal, só têm servido para colmatar os “prejuízos”.dos accionistas e da especulação na Bolsa.

É urgente denunciar esta União Europeia que não defende os direitos dos povos.

É urgente retomarmos a nossa soberania e criarmos uma verdadeira União de povos soberanos.

É urgente comprometer as organizações sindicais – legítimas defensoras dos direitos dos trabalhadores – para que nos dignifiquem e não façam da “concertação social” um negócio com Bruxelas, servindo apenas para apaziguar a tensão social e permitindo que as suas Directivas se apliquem.

É urgente parar com os despedimentos! O dinheiro dos contribuintes deverá ser canalizado para apoiar as empresas, e não para a especulação bancária. Um cidadão digno merece um emprego e não ser marginalizado por uma sociedade e um Estado que o atiram para o subsídio de desemprego e lhe retiram todas as perspectivas de um futuro.

Por todos estes motivos, decidi associar-me à RUE, ajudando a criar o projecto RUE/POUS.

Tanto os membros da RUE como os do POUS nos identificamos com estas apreensões; por isso, lutamos para que a vontade dos povos seja respeitada, preconizamos a Paz e Solidariedade entre os cidadãos de todo o Mundo, criando redes sociais que fortaleçam a verdadeira Democracia e o verdadeiro desenvolvimento das Nações Soberanas, tendo em conta a especificidade de cada um dos seus Povos.

Pela liberdade e pela democracia, decidi candidatar-me às eleições europeias.



Depoimento de candidato da Lista do POUS

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«O POUS tem desenvolvido alguns combates, de muito mérito, (…) contra a inevitabilidade (aceite por muitos) da morte do sector do vidro»

José Manuel Caiado Galego

O meu apoio e participação na lista do POUS para o Parlamento Europeu devem-se, principalmente, a dois motivos.

O primeiro: ter encontrado no POUS um fórum de debate e convívio um pouco diferente daqueles a que me habituei noutras militâncias passadas… Mesmo por vezes discordando de algumas das propostas políticas do POUS, nunca senti qualquer tipo de sectarismo ou desconfiança, que infelizmente fez escola em muitas das organizações da chamada extrema-esquerda.

Num tempo em que algumas “verdades” de ontem ardem hoje em menos de um fósforo, é importante que haja um espírito aberto ao debate de ideias por parte das organizações políticas, pois conheço muitos militantes de esquerda cujo posicionamento actual faz jus aquela célebre frase: não sei para onde vou, mas sei que não vou por aí.

Em segundo lugar, porque reconheço que – a nível local – o POUS tem desenvolvido alguns combates, de muito mérito, nomeadamente pelo não encerramento do Posto médico da Marinha Grande, ou contra a inevitabilidade (aceite por muitos) da morte do sector do vidro.



Mediateca do Eleitor On-Line

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A página internet referente ao projecto “IMS aplicado às Eleições Europeias” está disponível em:

http://www.labtec-cs.net/iscsp/ims/mediatecadoeleitor/
Aqui será possível consultar as respostas dadas pelas várias Listas candidatas às Eleições para o Parlamento Europeu.


Banca da Lista do POUS na Cidade Universitária

marinha grande e banca cantina universidade 036Carmelinda Pereira, cabeça-de-lista do POUS

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Jovens universitários contra os despedimentos


Sim à qualificação do Ensino garantida pelo Estado!

Reposição dos orçamentos para o Ensino Superior!

Não ao Processo de Bolonha!

Unidade dos trabalhadores e dos estudantes do Ensino superior com os trabalhadores dos restantes sectores do país!

Proibição dos despedimentos!

Ao entrarem na universidade, os estudantes aspiram a uma formação altamente qualificada que os habilite para a vida activa, em Portugal como em qualquer parte do mundo.

Formação cuja diferenciação e inovação crescentes esperam que resulte da investigação e do desenvolvimento partilhado do conhecimento científico em Portugal e nos outros países da Europa e do mundo, que permitam renovar tecnologicamente o aparelho produtivo e, desse modo, reverter em benefício da vida económica, social e cultural da humanidade.

Para atingir este objectivo fundamental o ensino superior exige orçamentos compatíveis com a mais-valia que representa, de forma a poder estar ao serviço da construção e preservação da biodiversidade, deixando às gerações vindouras o planeta onde viver seja possível.

Mas a o sistema socioeconómico em que vivemos não acompanhou a nossa capacidade de inovação científica e tecnológica. Baseado na propriedade privada dos meios de produção, serve exclusivamente os interesses das multinacionais e do capital financeiro, através de governos subordinados às respectivas instituições mundiais – como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) – e regionais, como a União Europeia.

As suas grandes linhas de força são a realização do lucro e da concorrência, subordinando a vida humana e os recursos do planeta a esse objectivo, impondo-se através dos tratados de livre comércio aos povos do mundo inteiro.

São estas linhas de força que se escondem por de trás dos slogans de “unificação” e de “mobilidade” do chamado Processo de Bolonha.

“Unificação” e “mobilidade”, traduzidas na queda acentuada da qualidade dos cursos – chamando “licenciaturas” a bacharelatos e “mestrados” a licenciaturas –, no aumento das propinas, nos cortes brutais do Orçamento para as universidades, nos cortes na Acção Social Escolar, medidas políticas que, no seu conjunto, contribuem para o processo de desqualificação, desregulamentação e privatização do Ensino superior.

São as mesmas linhas de força – ditadas pela União Europeia e contidas na chamada “Agenda de Lisboa”, apostada em transformar a Europa no maior espaço de competitividade a nível mundial – que ditam a nova forma de gerir as universidades, colocando-as sob a tutela de grandes grupos de interesses económicos, e fazendo depender o ensino e a investigação da relevância que os mesmos lhe atribuírem.

A Lista do Partido Operário de Unidade Socialista e da Comissão Nacional de Ruptura com a União Europeia (POUS/RUE), candidata às eleições para o Parlamento Europeu, considera que o processo de destruição do Ensino superior – com as dificuldades crescentes postas aos seus estudantes, os despedimentos e as situações de precariedade dos seus professores e investigadores – não é mais do que uma componente do processo global de destruição das forças produtivas, o mesmo processo que se traduz nos despedimentos em massa e na liquidação da classe trabalhadora, sem a qual não pode haver produção de riqueza, nem serviços públicos, nem crescimento cientifico, nem aplicações tecnológicas, nem democracia.

Por isso, esta lista candidatou-se às eleições para o PE, com o objectivo de, através dos meios de comunicação social utilizados durante o processo eleitoral, alargar e reforçar a campanha política que ajude a criar as condições de mobilização dos trabalhadores e dos estudantes com as suas organizações contra os ataques de que são alvo, única maneira de impor uma viragem positiva na sociedade portuguesa, tal como nos outros países da Europa, levando à formação de governos que proíbam os despedimentos.

Proibir os despedimentos, implicará a existência de governos que adoptem políticas que garantam os postos de trabalho, políticas que coloquem os recursos do país ao serviço da sua economia, nomeadamente os seus sectores estratégicos – como é o caso da Banca e da energia – governos que procurem políticas de cooperação solidária com os outros povos da Europa, construindo deste modo as bases de uma União Livre de Nações Soberanas, e rompendo com as Instituições da União Europeia dos Tratados de Maastricht e de Amesterdão.

A Lista do POUS/RUE dirige-se aos partidos políticos que se reclamam da defesa dos trabalhadores, ou que historicamente os representam, para lhes propor que, independentemente das opiniões que se possam ter sobre a saída para a sociedade portuguesa e para a Europa, se encontrem de modo a que se abra o diálogo sobre as formas que permitam realizar o imperativo social de proibição dos despedimentos.

E, porque – estudantes e/ou trabalhadores – estamos no mesmo barco, propomos a todos quantos estão de acordo com esta proposta que subscrevam o Apelo para obrigar o Governo a proibir os despedimentos.



A Lista do POUS apoia a luta dos professores/Manifestação de 30/Maio

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Como Educadora e Dirigente do maior Sindicato dos Professores Portugueses, o SPGL, membro da FENPROF, orgulho-me em ter participado e ajudado a organizar a mobilização dos docentes Portugueses que todos conhecem.

Manifestámo-nos a 100 mil, já por 2 vezes, dizendo a uma só voz: “Deixem-nos ser professores!”

Nesta afirmação está contida a aspiração de toda uma Classe para defender uma Escola Pública capaz de responder a todas as crianças e jovens do nosso País, tal como está consignado na Constituição da República Portuguesa e na Lei de Bases do Sistema Educativo.

Esta Escola exige que os professores sejam respeitados, dignificados e valorizados.

Esta Escola exige que nela sejam praticadas a Liberdade e a Democracia, como condições de base para que possam existir equipas pedagógicas capazes de responder às necessidades dos alunos.

O Governo está a destruir a vida democrática nas escolas, está a retirar a serenidade aos docentes, ao mesmo tempo que corta nos recursos necessários ao bom funcionamento das escolas (onde há falta de apoio às crianças com Necessidades Educativas Especiais, não existindo Psicólogos e Auxiliares de Acção Educativa em número suficiente), e generaliza o trabalho precário impondo a centenas de professores os “recibos verdes”.

O Governo põe em prática estas medidas porque cumpre, fielmente, as orientações e Directivas da União Europeia, todas subordinadas ao chamado Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Contra as consequências destas medidas, os professores erguem-se e lutam.

Os Professores não se resignam, porque está em causa a Escola Pública, está em causa uma Classe profissional imprescindível ao desenvolvimento da Nação.

Compreendendo que estas medidas vêm da União Europeia, afirmo – tal como muitos outros colegas o fazem – que, para defender o direito a ser professor e os alunos terem um ensino de qualidade, é preciso romper com as directivas da União Europeia.

Com este entendimento organizei-me com outros cidadãos na Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia.

Não para ficarmos “orgulhosamente sós”, bem pelo contrário. É para nos ligarmos aos outros professores e trabalhadores europeus que estão todos subjugados às mesmas medidas emanadas da União Europeia, desenvolvendo a mesma luta em cada um dos nossos países.

Deste modo, criaremos as condições para a formação de governos que trabalhem para a cooperação entre os povos, desmanchem os tratados em que assenta esta “União” Europeia, lançando as bases da união livre das nações soberanas de toda a Europa.

É com esta perspectiva que fizemos uma lista candidata ao Parlamento Europeu, que põe no centro do seu programa a exigência ao Governo da tomada de medidas para a proibição dos despedimentos.

É com esta determinação que vou participar (e apelo à participação) na Manifestação dos professores de 30 de Maio.

  • Por uma só carreira profissional
  • Pela Gestão Democrática das escolas
  • Por uma Avaliação formativa e justa
  • Pela unidade com todos os trabalhadores da Função Pública, e com os seus sindicatos, pela revogação da Lei que nos retira a todos o vínculo contratual.

Isabel Pires (membro da RUE, candidata da Lista do POUS)