RUE


Depoimento de candidata da Lista do POUS/RUE

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«Pela liberdade e pela democracia»

Isabel Pires, dirigente sindical do SPGL

Desde o início que estive, junto com outros trabalhadores, nas reuniões que deram corpo à RUE – constituída por militantes e cidadãos não militantes partidários, nos quais eu me incluo. O descontentamento face às políticas da União Europeia, à sua falsa democraticidade, aos seus interesses essencialmente económicos e ao desprezo total pelos cidadãos dos Países nela incluídos, obrigaram-nos a reflectir.

As suas decisões – não ratificadas pelos povos – bem como as suas Directivas, que defendem as grandes multinacionais, aparecem mascaradas pela “ajuda” aos países que a compõem.

Pela Europa, alastra uma vaga nunca vista de desemprego, e as palavras dos Comissários de Bruxelas mostram preocupação sobre isso apenas para nos tentarem enganar. Contudo, as suas acções são reveladoras das suas intenções e objectivos.

Todos os seus esforços vão no sentido de canalizar a riqueza produzida pelos trabalhadores e os nossos impostos para a defesa dos mais poderosos. É o caso do financiamento à Banca que, afinal, só têm servido para colmatar os “prejuízos”.dos accionistas e da especulação na Bolsa.

É urgente denunciar esta União Europeia que não defende os direitos dos povos.

É urgente retomarmos a nossa soberania e criarmos uma verdadeira União de povos soberanos.

É urgente comprometer as organizações sindicais – legítimas defensoras dos direitos dos trabalhadores – para que nos dignifiquem e não façam da “concertação social” um negócio com Bruxelas, servindo apenas para apaziguar a tensão social e permitindo que as suas Directivas se apliquem.

É urgente parar com os despedimentos! O dinheiro dos contribuintes deverá ser canalizado para apoiar as empresas, e não para a especulação bancária. Um cidadão digno merece um emprego e não ser marginalizado por uma sociedade e um Estado que o atiram para o subsídio de desemprego e lhe retiram todas as perspectivas de um futuro.

Por todos estes motivos, decidi associar-me à RUE, ajudando a criar o projecto RUE/POUS.

Tanto os membros da RUE como os do POUS nos identificamos com estas apreensões; por isso, lutamos para que a vontade dos povos seja respeitada, preconizamos a Paz e Solidariedade entre os cidadãos de todo o Mundo, criando redes sociais que fortaleçam a verdadeira Democracia e o verdadeiro desenvolvimento das Nações Soberanas, tendo em conta a especificidade de cada um dos seus Povos.

Pela liberdade e pela democracia, decidi candidatar-me às eleições europeias.

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Depoimento de candidato da Lista do POUS

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«A entrada na UE foi o “golpe de misericórdia” dado aos povos soberanos da Europa»

António Serra

Quando em 1974 foi derrubado o regime do “Estado Novo”, através do “Golpe Militar do 25 de Abril”, todos os portugueses (como eu) ficaram esperançados em mudanças políticas e sociais que ambicionávamos desde há muito. Muitos foram aqueles que, antes e depois do 25 de Abril, lutaram por uma “sociedade mais justa para todos”. Resultante dessa viragem foi aprovada, em 1976, uma nova “Constituição Portuguesa” que consagrava, entre outros:

ARTIGO 1.°
(República Portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes.

ARTIGO 2.°
(Estado democrático e transição para o socialismo)

A República Portuguesa é um Estado democrático, baseado na soberania popular, no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democráticas, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras.

ARTIGO 7.°
(Relações internacionais)

1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do direito dos povos à autodeterminação e  à independência, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da Humanidade.

As alterações que, ao longo dos anos, se foram efectuando… Mudaram completamente “a vontade popular”. A entrada na UE foi o “golpe de misericórdia” dado aos povos soberanos da Europa.

Apenas um partido se manteve “fiel” aos compromissos assumidos à data e não “pactuou” com os interesses entretanto instalados. Por isso mesmo, eu – em consciência – só posso ser candidato do POUS.



Depoimento de candidato da Lista do POUS

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«O POUS tem desenvolvido alguns combates, de muito mérito, (…) contra a inevitabilidade (aceite por muitos) da morte do sector do vidro»

José Manuel Caiado Galego

O meu apoio e participação na lista do POUS para o Parlamento Europeu devem-se, principalmente, a dois motivos.

O primeiro: ter encontrado no POUS um fórum de debate e convívio um pouco diferente daqueles a que me habituei noutras militâncias passadas… Mesmo por vezes discordando de algumas das propostas políticas do POUS, nunca senti qualquer tipo de sectarismo ou desconfiança, que infelizmente fez escola em muitas das organizações da chamada extrema-esquerda.

Num tempo em que algumas “verdades” de ontem ardem hoje em menos de um fósforo, é importante que haja um espírito aberto ao debate de ideias por parte das organizações políticas, pois conheço muitos militantes de esquerda cujo posicionamento actual faz jus aquela célebre frase: não sei para onde vou, mas sei que não vou por aí.

Em segundo lugar, porque reconheço que – a nível local – o POUS tem desenvolvido alguns combates, de muito mérito, nomeadamente pelo não encerramento do Posto médico da Marinha Grande, ou contra a inevitabilidade (aceite por muitos) da morte do sector do vidro.



A Lista do POUS apoia a luta dos professores/Manifestação de 30/Maio

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Como Educadora e Dirigente do maior Sindicato dos Professores Portugueses, o SPGL, membro da FENPROF, orgulho-me em ter participado e ajudado a organizar a mobilização dos docentes Portugueses que todos conhecem.

Manifestámo-nos a 100 mil, já por 2 vezes, dizendo a uma só voz: “Deixem-nos ser professores!”

Nesta afirmação está contida a aspiração de toda uma Classe para defender uma Escola Pública capaz de responder a todas as crianças e jovens do nosso País, tal como está consignado na Constituição da República Portuguesa e na Lei de Bases do Sistema Educativo.

Esta Escola exige que os professores sejam respeitados, dignificados e valorizados.

Esta Escola exige que nela sejam praticadas a Liberdade e a Democracia, como condições de base para que possam existir equipas pedagógicas capazes de responder às necessidades dos alunos.

O Governo está a destruir a vida democrática nas escolas, está a retirar a serenidade aos docentes, ao mesmo tempo que corta nos recursos necessários ao bom funcionamento das escolas (onde há falta de apoio às crianças com Necessidades Educativas Especiais, não existindo Psicólogos e Auxiliares de Acção Educativa em número suficiente), e generaliza o trabalho precário impondo a centenas de professores os “recibos verdes”.

O Governo põe em prática estas medidas porque cumpre, fielmente, as orientações e Directivas da União Europeia, todas subordinadas ao chamado Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Contra as consequências destas medidas, os professores erguem-se e lutam.

Os Professores não se resignam, porque está em causa a Escola Pública, está em causa uma Classe profissional imprescindível ao desenvolvimento da Nação.

Compreendendo que estas medidas vêm da União Europeia, afirmo – tal como muitos outros colegas o fazem – que, para defender o direito a ser professor e os alunos terem um ensino de qualidade, é preciso romper com as directivas da União Europeia.

Com este entendimento organizei-me com outros cidadãos na Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia.

Não para ficarmos “orgulhosamente sós”, bem pelo contrário. É para nos ligarmos aos outros professores e trabalhadores europeus que estão todos subjugados às mesmas medidas emanadas da União Europeia, desenvolvendo a mesma luta em cada um dos nossos países.

Deste modo, criaremos as condições para a formação de governos que trabalhem para a cooperação entre os povos, desmanchem os tratados em que assenta esta “União” Europeia, lançando as bases da união livre das nações soberanas de toda a Europa.

É com esta perspectiva que fizemos uma lista candidata ao Parlamento Europeu, que põe no centro do seu programa a exigência ao Governo da tomada de medidas para a proibição dos despedimentos.

É com esta determinação que vou participar (e apelo à participação) na Manifestação dos professores de 30 de Maio.

  • Por uma só carreira profissional
  • Pela Gestão Democrática das escolas
  • Por uma Avaliação formativa e justa
  • Pela unidade com todos os trabalhadores da Função Pública, e com os seus sindicatos, pela revogação da Lei que nos retira a todos o vínculo contratual.

Isabel Pires (membro da RUE, candidata da Lista do POUS)



Prós e Contras (RTP1) – Assista hoje ao debate entre todos os candidatos às eleições para o PE

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Comunicamos aos nossos fiéis e atentos telespectadores que na próxima 2ª feira, dia 11 de Maio, não haverá PRÓS E CONTRAS.
Será emitido um Especial Informação com a presença de todos os candidatos às próximas Eleições para o Parlamento Europeu, também conduzido pela jornalista Fátima Campos Ferreira.
O formato habitual regressará na semana seguinte.

por: Equipa Prós e Contras

Para ver o Debate entre os Candidatos dos grandes partidos aceda aos seguintes links:

3ª parte do programa de 2009-04-20

2ª parte do programa de 2009-04-20

1ª parte do programa de 2009-04-20

#Paula Montez