RUE


Reunião da RUE, 5/Dez, 21h30

Cara(o) camarada,

A preocupação perante o desenvolvimento da crise económica e social do país, e, para muitos, a angústia do desemprego ou de uma enorme precariedade, levam a que todas as questões se coloquem, na procura de uma saída política.

Quem pode modificar a situação num sentido positivo?

Por que não conseguem as profundas mobilizações dos trabalhadores impor essa saída positiva?

Qual a contribuição que cada um pode dar, para ajudar a criar as condições para essa mudança que todos desejamos?

Foi com esta preocupação que um grupo de cidadãos , por iniciativa de militantes do POUS, decidiu constituir-se como Comissão Nacional pela Ruptura com a UE (RUE), ao mesmo tempo que procura desenvolver a discussão sobre o conjunto dos problemas com que estamos confrontados.

Foi assim que teve lugar, no passado dia 7 de Novembro, uma reunião aberta que visou debater a situação política – no quadro do agravamento do processo da crise mundial do sistema assente no regime da propriedade privada dos meios de produção, tornado mais visível com o colapso das Bolsas.

A discussão livre que teve então lugar não podia ser, certamente, conclusiva – dado que esta questão “global” arrasta muitas outras, também pertinentes – tendo sido decidido continuá-la em novo encontro.

É esse o objectivo que se pretende atingir na reunião a realizar  no próximo dia 5 de Dezembro,  pelas 21 h 30 m, nas instalações do POUS (ver croquis em anexo). Todos estão convidados.

Entretanto, deixamos registadas algumas das questões que foram abordadas na última reunião e que ficaram em aberto.

1 – Qual é a importância dos bancos?

Supostamente são para guardar e emprestar dinheiro.

Se fazemos um empréstimo e o pagamos 10 vezes, então o banco serve essencialmente para fazer dinheiro para os capitalistas e especuladores.

Qual a diferença entre “nacionalizar” e “socializar” um banco?

2 – Qual o significado da eleição de Obama e qual vai ser o seu papel?

Ele é um homem do sistema. Irá desempenhar o seu papel ao serviço do sistema, de maneira diferente.

Não será ouro sobre azul para os capitalistas, em tempos de crise?

3 – Não devemos ter grandes expectativas em relação a esta eleição.

4 – Não é Obama que vai mudar; mas há uma mudança na enorme espera e expectativa que se criou, sobretudo nos negros.

A cor não é muito importante para quem nasceu em segurança. Mas para quem nasceu e cresceu num gueto, sempre discriminado, é muito importante. Neste sentido, a eleição de um negro para presidente dos Estados Unidos da América pode levar a uma transformação das mentalidades.

5 – A contradição na eleição de Obama: por um lado, a força e as aspirações da imensa maioria que o elegeu; e, por outro lado, o partido democrata ao qual ele pertence. Faz lembrar a força do movimento dos trabalhadores portugueses, no 25 de Abril de 1974, e a Junta de Salvação Nacional, que integrava militares contra-revolucionários como Spínola e Galvão de Melo.

O extraordinário sentimento de esperança do povo negro e latino, bem como da classe operária dos Estados Unidos da América, cristaliza-se na própria mulher de Obama: uma mulher pobre que acedeu à universidade.

6 – Muita gente critica as organizações sindicais. Mas elas são feitas com todos os sócios e não apenas com aqueles que estão nas direcções. É preciso que todos se mobilizem para realizar os objectivos.

7 – Qual a implicação para o mundo das eleições nos EUA?

8 – Quais as consequências práticas de uma ruptura com a UE?

Lisboa, 2 de Dezembro de 2008

Carmelinda Pereira

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