No dia 13 de Setembro de 2008, um grupo de cidadãos de vários sectores da sociedade portuguesa (estudantes, operários, trabalhadores dos serviços públicos, desempregados), oriundos de diferentes quadrantes político-partidários, decidiram constituir-se na Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia – RUE.
O seu acordo de base está contido no apelo subscrito por 90 cidadãos:
“(…) Para defender todas as conquistas de Abril, para inverter processo de destruição do nosso país, não há nada de mais urgente que romper com a União Europeia, abrindo a via à construção da UNIÃO LIVRE DAS NAÇÕES SOBERANAS DA EUROPA.
Consideramos que todos quantos se reclamam da defesa das conquistas de Abril e de uma vida digna para a população portuguesa – militantes, organizações e partidos – devem poder associar-se a esta batalha comum.
Apelamos à constituição de uma Comissão Nacional pela ruptura com a União Europeia.”
Ao responderem positivamente a este apelo, constituindo a RUE, afirmaram também que a ruptura com a União Europeia (UE) não é uma luta isolada de um qualquer país europeu, mas sim um caminho conjunto assumido pelos povos da Europa. Ele expressa-se em cada resistência, em cada mobilização contra à aplicação das políticas impostas pelas directivas emanadas das instituições da UE.
Com esta convicção, os membros da RUE decidiram responder também positivamente ao apelo para a realização de uma Conferência Operária Europeia, em Fevereiro de 2009, lançado por uma delegação de dirigentes sindicais e de militantes ligados ao Acordo Europeu dos Trabalhadores e dos Povos (AIT), após um encontro com o Comissário europeu para o Emprego, os Assuntos Sociais e a Igualdade de Oportunidades, para exigir a anulação das sentenças do Tribunal Europeu de Justiça tomadas contra sindicatos (da Suécia, da Finlândia e da Alemanha) a favor de multinacionais.
A RUE não pretende substituir-se nem concorrer com qualquer organização dos trabalhadores. Pretende intervir, com os meios da democracia que estiverem ao seu alcance, para ajudar a unir os trabalhadores com as suas organizações, na perspectiva política do socialismo e do retomar de todas as conquistas do 25 de Abril.
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