RUE


Mensagem de Apoio e de Solidariedade
Junho 6, 2009, 12:02 am
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À Comissão Nacional de Trabalhadores da DGAIEC

Caros Camaradas

A lista do POUS que se apresentou às eleições para o Parlamento Europeu, determinada a alargar a campanha política para unidade dos trabalhadores com as suas organizações, condição para impor ao governo a proibição dos despedimentos, manifesta a seu total apoio e solidariedade aos lutados trabalhadores da DGAIEC.

Apoio e solidariedade nas reivindicações gerais e particulares que são específicas aos trabalhadores da DGAE, nomeadamente aquela que estão ligadas ao estatuto decorrente do sector de serviço público que desempenham,

Do ponto de vista da reivindicação central de reposição do vínculo, fazemos nossas as palavras proferidas em tempo de antena, por uma dirigente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e candidata pela lista do POUS, como membro da Comissão Nacional de Ruptura com a União Europeia ( RUE): “ a mobilização unida dos professores e educadores aponta para a unidade na luta de todos os trabalhadores da função pública, como condição para impor a revogação da lei nº 12 –A de 2008, de modo a que seja restituído o vínculo a todos os funcionários públicos, impedindo a desregulamentação do seu trabalho e privatização dos serviços  públicos.”

Para esta união todos deveremos contribuir.

A lista do POUS pede à Comissão de Trabalhadores que transmita a estes o sua posição, bem como a divulgação do apelo pela proibição dos despedimentos.

Saudações democráticas

LISTA do POUS candidata ao PE

http://pous4.no.sapo.pt

5/06/2009

POUS_RUE

Encontro Nacional para:

HOTEL MUNDIAL

(Largo Martim Moniz, topo PǪ. da Figueira)

O dia e hora de realização mantêm-se os mesmos:

Sábado, dia 6 de Junho,

14:30h.

Em defesa da Dignificação das Carreiras e da Função Aduaneira!

Pela reposição dos Vínculos Públicos de Nomeação!

Pela imediata abertura das negociações do Diploma das Carreiras Especiais!

A CNT DGAIEC

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Depoimento de candidata da Lista do POUS/RUE

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«Pela liberdade e pela democracia»

Isabel Pires, dirigente sindical do SPGL

Desde o início que estive, junto com outros trabalhadores, nas reuniões que deram corpo à RUE – constituída por militantes e cidadãos não militantes partidários, nos quais eu me incluo. O descontentamento face às políticas da União Europeia, à sua falsa democraticidade, aos seus interesses essencialmente económicos e ao desprezo total pelos cidadãos dos Países nela incluídos, obrigaram-nos a reflectir.

As suas decisões – não ratificadas pelos povos – bem como as suas Directivas, que defendem as grandes multinacionais, aparecem mascaradas pela “ajuda” aos países que a compõem.

Pela Europa, alastra uma vaga nunca vista de desemprego, e as palavras dos Comissários de Bruxelas mostram preocupação sobre isso apenas para nos tentarem enganar. Contudo, as suas acções são reveladoras das suas intenções e objectivos.

Todos os seus esforços vão no sentido de canalizar a riqueza produzida pelos trabalhadores e os nossos impostos para a defesa dos mais poderosos. É o caso do financiamento à Banca que, afinal, só têm servido para colmatar os “prejuízos”.dos accionistas e da especulação na Bolsa.

É urgente denunciar esta União Europeia que não defende os direitos dos povos.

É urgente retomarmos a nossa soberania e criarmos uma verdadeira União de povos soberanos.

É urgente comprometer as organizações sindicais – legítimas defensoras dos direitos dos trabalhadores – para que nos dignifiquem e não façam da “concertação social” um negócio com Bruxelas, servindo apenas para apaziguar a tensão social e permitindo que as suas Directivas se apliquem.

É urgente parar com os despedimentos! O dinheiro dos contribuintes deverá ser canalizado para apoiar as empresas, e não para a especulação bancária. Um cidadão digno merece um emprego e não ser marginalizado por uma sociedade e um Estado que o atiram para o subsídio de desemprego e lhe retiram todas as perspectivas de um futuro.

Por todos estes motivos, decidi associar-me à RUE, ajudando a criar o projecto RUE/POUS.

Tanto os membros da RUE como os do POUS nos identificamos com estas apreensões; por isso, lutamos para que a vontade dos povos seja respeitada, preconizamos a Paz e Solidariedade entre os cidadãos de todo o Mundo, criando redes sociais que fortaleçam a verdadeira Democracia e o verdadeiro desenvolvimento das Nações Soberanas, tendo em conta a especificidade de cada um dos seus Povos.

Pela liberdade e pela democracia, decidi candidatar-me às eleições europeias.



Depoimento de candidato da Lista do POUS

25abril1Imagem daqui

«A entrada na UE foi o “golpe de misericórdia” dado aos povos soberanos da Europa»

António Serra

Quando em 1974 foi derrubado o regime do “Estado Novo”, através do “Golpe Militar do 25 de Abril”, todos os portugueses (como eu) ficaram esperançados em mudanças políticas e sociais que ambicionávamos desde há muito. Muitos foram aqueles que, antes e depois do 25 de Abril, lutaram por uma “sociedade mais justa para todos”. Resultante dessa viragem foi aprovada, em 1976, uma nova “Constituição Portuguesa” que consagrava, entre outros:

ARTIGO 1.°
(República Portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes.

ARTIGO 2.°
(Estado democrático e transição para o socialismo)

A República Portuguesa é um Estado democrático, baseado na soberania popular, no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democráticas, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras.

ARTIGO 7.°
(Relações internacionais)

1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do direito dos povos à autodeterminação e  à independência, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da Humanidade.

As alterações que, ao longo dos anos, se foram efectuando… Mudaram completamente “a vontade popular”. A entrada na UE foi o “golpe de misericórdia” dado aos povos soberanos da Europa.

Apenas um partido se manteve “fiel” aos compromissos assumidos à data e não “pactuou” com os interesses entretanto instalados. Por isso mesmo, eu – em consciência – só posso ser candidato do POUS.



Depoimento de candidata pela Lista POUS/RUE
Junho 5, 2009, 12:55 am
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Democracy1

Imagem daqui

«A VOZ do P.O.U.S/R.U.E. vai conseguir levar-nos a renascer também das “cinzas” desta UE destroçada»

Helena Gomes, professora do Ensino Secundário

Diz-se que vivemos em democracia há 35 anos, e eu até tive a felicidade de assistir à sua instituição naquela madrugada inesquecível de 25 de Abril de 1974. Mas, aos poucos e habilmente, temos vindo a ser dela esbulhados. A democracia que abraçámos, ao fim de longos e amargos anos de ditadura, foi perdendo o seu verdadeiro significado, estando o seu conteúdo, no momento presente, em risco de esvaziamento. Se me pedirem que defina a democracia portuguesa, confesso que, só indulgentemente, poderei dizer que se trata de “uma espécie de democracia”, e moribunda, mesmo assim.

É por isso que o nosso país está a exigir a reposição imediata das grandes conquistas da Revolução de Abril – Democracia, Liberdade, Igualdade. Delas emanam direitos inalienáveis que, desde então, nos têm vindo a coarctar. O DESEMPREGO galopante, por exemplo, é a grande “chaga” desta democracia, descurada, mas não por acaso, por todos aqueles que, pelo voto, elegemos para nos governarem; para a poderem “sarar” não têm, não terão nunca, nesta UE anti-democrática, coragem de a afrontar. Também neste domínio se constata que perdemos por completo a nossa soberania ao não conseguirmos, autonomamente, garantir a todos os cidadãos deste país pleno acesso ao exercício digno de uma profissão estável e justamente remunerada. Em Portugal a crise económico-financeira, mas sobretudo a de valores, há muito que se instalou e, com o “fogo” que tem vindo a ser ateado por essa Europa fora, temo que, da nossa democracia, pouco possa restar muito em breve; ficarão, e nisso tenho o dever de acreditar, algumas “cinzas recicláveis”. E é das “cinzas” que renasceremos! Por isso é que precisamos de uma VOZ descomprometida e lúcida que nos restitua a esperança e a confiança política, necessárias para nos ajudarem a mudar de rumo – é minha convicção que a VOZ do P.O.U.S/R.U.E. vai conseguir levar-nos a renascer também das “cinzas” desta UE destroçada, permitindo que o nosso país, o nosso Portugal, finalmente democrático e livre, coopere, doravante, com todas as NAÇÕES SOBERANAS de uma Europa também livre.



Depoimento de candidato da Lista do POUS
Junho 5, 2009, 12:36 am
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fongsoi.a

“Todo mundo é composto de mudança / nada é como soía…”

Jaime Crespo

Coordenador do blog http://fongsoi.blogspot.com

As razões que me levaram a apoiar e depois a aceitar integrar a lista do POUS, como membro da RUE mas mantendo a minha condição de independência política, são as seguintes:

– Adesão às duas grandes reivindicações defendidas e exigidas no manifesto político da lista:

– Proibição dos despedimentos, reafirmando a vontade e a necessidade do ser humano se afirmar em pleno, tendo direito a um emprego estável e com direitos e não seja diariamente submetido à angústia da precariedade e à chantagem patronal na redução ou eliminação dos seus direitos; queremos salários, não subsídios.

– Ruptura com a União Europeia, sem pruridos ou falsas boas intenções. Esta União não serve ao Povo; então, deve ser substituída por uma organização política que o sirva.

Finalmente, existe na sociedade portuguesa uma espécie de pensamento único em relação à União Europeia, como se finalmente tivéssemos chegado ao reino doirado de Preste João. Ora não creio e acho até perigoso este ambiente sórdido de pensamento único em torno da União Europeia, sendo esta apresentada como uma inevitabilidade, como se não existisse vida fora da União Europeia. Neste âmbito, a lista do POUS/RUE, constitui uma lufada de ar fresco ao propor a ruptura com esta União e mostrar às pessoas que outros rumos são possíveis, que é possível ousar trilhar novos caminhos.

Não sei se o caminho que defendo é o certo, ninguém pode prever o futuro, mas sei que nada é definitivo nem vem para sempre, como deixou para a História o Poeta “todo mundo é composto de mudança / nada é como soía…”. É pois por uma mudança radical deste estado de coisas por que eu me bato e em que acredito.



Nota Biográfica de Carmelinda Pereira, cabeça-de-lista do POUS
Junho 5, 2009, 12:13 am
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Carmelinda mail

Carmelinda Maria dos Santos Pereira nasceu em 1948, na Freguesia de Assentiz, Concelho de Torres Novas.

Depois de concluir o Curso do Magistério Primário, frequentou – até ao 3º ano – o Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), de onde foi expulsa em 1973, no quadro das lutas académicas contra a ditadura. Voltou a ser integrada no ISPA após o 25 de Abril de 1974, mas não conseguiu concluir a sua licenciatura em Psicologia em virtude da sua actividade militante no PS.

Em 1999-2001, completou a sua formação na Escola Superior de Educação de Lisboa, que lhe permitiu obter o Curso de Qualificação em Comunicação Educacional e Gestão de Informação – Bibliotecas Escolares.

Iniciou a sua actividade profissional em 1968 – como professora do Ensino Primário – no distrito de Santarém, transitando em seguida para o Colégio da Cidadela, em Cascais.

Foi deputada pelo PS à Assembleia Constituinte, em 1975-1976, e à 1ª Assembleia da República, em 1976-1979. Em 1977, opôs-se à direcção comandada por Mário Soares, sendo expulsa do PS e passando à situação de “deputada independente”.

Em 1979, regressou à vida profissional, onde sempre lutou pela defesa de um ensino de qualidade, possível – segundo as convicções desta professora – no quadro da Escola começada a construir com o 25 de Abril, e com uma política socialista e democrática.

Foi por isso que se tornou numa militante do ensino de qualidade e da escola inclusiva, em simultâneo com o empenhamento na defesa das “conquistas de Abril”, defendidas no programa do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) – partido de que é fundadora.

Ao longo da sua vida profissional, passou por várias escolas do 1º Ciclo – quer do ensino público, quer do privado – nomeadamente: a SIMECQ (na Cruz Quebrada), a EB1 do Bonabal (Torres Vedras), a EB1 do Casalinho da Ajuda (Lisboa) e a EB1 de Algés (actualmente Sofia de Carvalho).

Constantemente seduzida pelo processo de ensino, socialização e educação dos alunos, bem como pelas relações com os familiares dos alunos e com a comunidade, amante de desafios e habituada às vicissitudes e dificuldades próprias de uma luta política que se quer independente – Carmelinda Pereira conseguiu, ano após ano, transformar o seu trabalho pedagógico em actividade de projecto constante, de experiências inovadoras, de procura de mais informação e de teorização da própria prática pedagógica, sempre viradas para o objectivo de ajudar as crianças a desenvolverem todas as suas potencialidades e aprenderem a pensar.

Nesta actividade profissional destaca-se a sua participação na vida da Escola Básica nº 1 de Algés – como professora, como Directora da Escola e como Coordenadora da Biblioteca Escolar.

A determinação em procurar as respostas para os problemas colocados às crianças e a convicção de que o trabalho de equipa se transforma num “produto” (e não numa simples “soma”), fizeram esta professora procurar – de forma constante – a partilha do conhecimento e da acção, associando-se e associando à sua volta o maior número de elementos, quer da escola quer de fora dela.

Esta prática mostrou a sua eficácia na EB1 de Algés, onde se uniram para colaborar professores, auxiliares da acção educativa, a Associação Yehudi Menuhin, a Equipa de Saúde Escolar, os pais e encarregados de educação dos alunos (através da sua Associação), a autarquia de Oeiras (CMO) através da Divisão de Educação e do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares, a Comissão de Protecção de Menores, a Casa da Praia e o Ministério da Educação.

Foi esse trabalho conjunto – no qual Carmelinda Pereira participou de forma determinada e abnegada – que fez com que a EB1 de Algés se tornasse pioneira nas práticas de organização democrática, bem como na conquista dos recursos materiais e humanos para responder a toda a sua população escolar.

De entre os projectos desenvolvidos pela comunidade educativa da EB1 de Algés – projectos que, na sua maioria, tiveram o apoio da CMO – destaca-se o Programa MUS-E, destinado a promover os valores e a cultura do humanismo e da tolerância, através da prática da música, da dança e do teatro, visando a construção de uma escola multicultural e inclusiva. Este Programa teve um sucesso notável, numa escola que nessa época tinha 30% de alunos de crianças de etnia africana e cigana, e ainda grupos de crianças marcadas pela deficiência.

Ao longo da sua vida profissional, Carmelinda Pereira participou numa grande variedade de acções de formação, seminários e congressos, e produziu dezenas de trabalhos e comunicações ligados à vida da Escola Pública.

Concluiu o seu trabalho profissional, enquanto funcionária do Ministério da Educação, leccionando uma turma do 4º ano de escolaridade.

Esse ano lectivo permitiu o desenvolvimento de um trabalho de projecto – desenvolvido do primeiro ao último dia de aulas – em parceria com uma professora de apoio educativo, o professor de Inglês e a terapeuta ocupacional.

Do conjunto de actividades que marcaram positivamente toda a turma, destaca-se a participação no Projecto “A minha Escola adopta um Museu”, no qual as crianças obtiveram três prémios nacionais.

Carmelinda Pereira está aposentada desde Outubro de 2006, mas continua ligada à Escola EB1 Amélia Vieira Luís, do Agrupamento Sophya de Mello Breyner – integrada na equipa de professores do 4º ano de escolaridade – no quadro do desenvolvimento de um projecto de educação para os valores da ética para a cidadania, através da exploração do texto literário.



Quando não existe uma perspectiva política…
Junho 4, 2009, 12:53 pm
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blogues

POUS: DESPEDIR A UNIÃO EUROPEIA

in blogue Delito de Opinião

«Li o programa do Partido Operário de Unidade Socialista às eleições europeias.

Principais propostas:

– Proibição de todo e qualquer despedimento

– Renacionalização dos bancos e todos os outros sectores estratégicos da economia

– Ruptura com a União Europeia

– Construção das bases de uma União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa

Comentários:

1. O POUS diz-se um partido internacionalista, mas defende as nações ‘soberanas’ na Europa. Voa baixinho, o internacionalismo do POUS…

2. O POUS diz-se um partido colectivista, mas quer um Portugal solitário, à margem do conglomerado de Bruxelas. Será possível o colectivismo num condomínio privado?

3. O POUS quer eleger deputados para não terem assento no Parlamento Europeu – exactamente ao contrário dos outros partidos todos. Não seria mais simples evitar concorrer às eleições?

4. O POUS é contra todos os despedimentos, mas defende que Portugal ‘despeça’ a União Europeia, o que me parece francamente contraditório. Só mais uma perguntinha, para fingir que levo este partido a sério: e se a UE nos exigisse a devolução dos fundos estruturais?

5. O POUS enganou-se de ano. Estamos em 2009, não em 1975.»

Comentários:

De RUE a 4 de Junho de 2009 às 00:55

Caro Pedro Correia e comentadores

1. O POUS é um partido internacionalista, ligado à IVª. Internacional. Para começar o POUS defende a união das nações livres e soberanas da Europa, mas o mesmo conceito se alarga às nações do mundo inteiro. Nações livres do carapuço de directivas enfiadas à força em cada país contra os povos, nações verdadeiramente cooperantes e não subjugadas à “livre concorrência”;
2. O POUS não pretende isolar Portugal. Antes ligar a luta dos trabalhadores pelos seus direitos às lutas de todos os trabalhadores, vítimas dos mesmos atropelos (veja-se o caso dos irlandeses!);
3. O POUS não pretende participar e pactuar com as instituições pseudo-democráticas que rejeita. Apenas pretende usar esta campanha para lançar o apelo pela proibição dos despedimentos e para denunciar a falácia que é a UE, usando os meios a que tem direito (ainda que com a consciência que essa possibilidade é subvertida à partida, não havendo a igualdade de oportunidades no que respeita ao uso (e abuso) dos meios de comunicação, à luz dos “grandes partidos” e dos “pequenos partidos” (veja-se a vergonha que foi o Prós e Contras que levou os “grandes partidos” a dois programas!);
4. Esta comparação absurda entre despedir trabalhadores e esvaziar os meios de produção e os serviços públicos e “despedir” a UE, mostra bem como o autor do post coloca tudo no mesmo chapéu para depois tirar os coelhos pela ordem que lhe convém. O POUS e a RUE considera de facto que é preciso tomar como primeira medida parar com os despedimentos. Não imaginam como na rua, nas bancas que temos feito, as pessoas estão de acordo com essa exigência. Principalmente quando lhes explicamos que o governo em vez de dar subsídios de desemprego, poderia usar esse dinheiro para ajudar os empresários a manter os seus trabalhadores a produzir e que em vez de os apoios serem dados aos banqueiros e especuladores que geraram a crise, esses apoios fossem dados às fábricas e aos serviços públicos;
5. O POUS não se enganou no ano. Quando os seus membros fundadores abandonaram o PS foi porque se aperceberam de que este partido (os dirigentes) tinham colocado o socialismo na gaveta. Ora quem defende o verdadeiro socialismo não pode suportar que um partido se diga socialista e que traga debaixo do braço os planos traçados com os mandadores da Europa para entregar o país na mão dos interesses da alta finança, com o aval de Carluccis e outros funcionários da CIA. Não se pode chegar ao socialismo pela via do capitalismo, como aliás se tem comprovado.
Estamos realmente em 2009 mas os senhores analistas já vieram confessar que estamos pior economicamente do que estávamos em 1975. E que o ordenado mínimo que esta UE nos oferece é hoje em comparação menor do que o ordenado mínimo de 1975.
Finalmente quero apenas apresentar a RUE – Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia, que se uniu ao POUS nestas eleições por apoiar os objectivos a que a sua campanha se propôs. Como vejo por aqui mais maledicência gratuita do que verdadeiro conhecimento dos nossos propósitos, aconselho uma visita ao blogue da RUE e ao site do POUS, onde decerto poderão aprender mais alguma coisa sobre a IVª. Internacional e sobre os propósitos desta comissão que não se formou em 1975 mas sim em Setembro de 2008.
Estive quase para não dar resposta a este coro que não faz mais do que se repetir e repetir ideias feitas sobre o POUS. No entanto já é quase mecanicamente que respondo a este tipo de argumentação que procura apenas minorar e menosprezar um partido que é totalmente independente. Pergunta aí um curioso onde vamos buscar o dinheiro para a campanha e respondo com muito orgulho que somos o partido com menos dinheiro para a campanha, apenas contamos com os apoios dos militantes e apoiantes, não contribuimos para a aprovação da lei dos financiamentos dos partidos, nem nos entram sacos azuis pela porta do cavalo. Temos todo o orgulho nisso porque é o que nos permite afirmarmo-nos completamente independentes, não estando ao serviço de quaisquer interesses. Julgo mesmo que somos a única lista que pode afirmar a sua independência de cabeça erguida. Para desenvolvermos a nossa campanha, que tem sido positiva e compensadora, na medida em que vamos reunindo contactos contamos com a nossa força de vontade.

PM

De Isabel Pedrosa Pires a 4 de Junho de 2009 às 01:28

ariel a

Quem paga a campanha somos nós, orgulhosamente

Carlos Barbosa de Oliveira

A Carmelinda não mente nem engana, é realista

Pedro Correia

Tem 22 candidatos e outros tantos suplentes sem falar nos simpatizantes.

Isabel Branco Pires (Professora)
Membro da Direcção Central do SPGL