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A Lista do POUS apoia a luta dos professores/Manifestação de 30/Maio

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Como Educadora e Dirigente do maior Sindicato dos Professores Portugueses, o SPGL, membro da FENPROF, orgulho-me em ter participado e ajudado a organizar a mobilização dos docentes Portugueses que todos conhecem.

Manifestámo-nos a 100 mil, já por 2 vezes, dizendo a uma só voz: “Deixem-nos ser professores!”

Nesta afirmação está contida a aspiração de toda uma Classe para defender uma Escola Pública capaz de responder a todas as crianças e jovens do nosso País, tal como está consignado na Constituição da República Portuguesa e na Lei de Bases do Sistema Educativo.

Esta Escola exige que os professores sejam respeitados, dignificados e valorizados.

Esta Escola exige que nela sejam praticadas a Liberdade e a Democracia, como condições de base para que possam existir equipas pedagógicas capazes de responder às necessidades dos alunos.

O Governo está a destruir a vida democrática nas escolas, está a retirar a serenidade aos docentes, ao mesmo tempo que corta nos recursos necessários ao bom funcionamento das escolas (onde há falta de apoio às crianças com Necessidades Educativas Especiais, não existindo Psicólogos e Auxiliares de Acção Educativa em número suficiente), e generaliza o trabalho precário impondo a centenas de professores os “recibos verdes”.

O Governo põe em prática estas medidas porque cumpre, fielmente, as orientações e Directivas da União Europeia, todas subordinadas ao chamado Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Contra as consequências destas medidas, os professores erguem-se e lutam.

Os Professores não se resignam, porque está em causa a Escola Pública, está em causa uma Classe profissional imprescindível ao desenvolvimento da Nação.

Compreendendo que estas medidas vêm da União Europeia, afirmo – tal como muitos outros colegas o fazem – que, para defender o direito a ser professor e os alunos terem um ensino de qualidade, é preciso romper com as directivas da União Europeia.

Com este entendimento organizei-me com outros cidadãos na Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia.

Não para ficarmos “orgulhosamente sós”, bem pelo contrário. É para nos ligarmos aos outros professores e trabalhadores europeus que estão todos subjugados às mesmas medidas emanadas da União Europeia, desenvolvendo a mesma luta em cada um dos nossos países.

Deste modo, criaremos as condições para a formação de governos que trabalhem para a cooperação entre os povos, desmanchem os tratados em que assenta esta “União” Europeia, lançando as bases da união livre das nações soberanas de toda a Europa.

É com esta perspectiva que fizemos uma lista candidata ao Parlamento Europeu, que põe no centro do seu programa a exigência ao Governo da tomada de medidas para a proibição dos despedimentos.

É com esta determinação que vou participar (e apelo à participação) na Manifestação dos professores de 30 de Maio.

  • Por uma só carreira profissional
  • Pela Gestão Democrática das escolas
  • Por uma Avaliação formativa e justa
  • Pela unidade com todos os trabalhadores da Função Pública, e com os seus sindicatos, pela revogação da Lei que nos retira a todos o vínculo contratual.

Isabel Pires (membro da RUE, candidata da Lista do POUS)

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