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Resultados da Delegação à CGTP
Abril 8, 2009, 11:22 pm
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(Subscreva AQUI o Apelo pela Proibição dos Despedimentos)

despedimentos

Dirigente da CGTP recebe delegação

Um grupo de militantes de diferentes tendências políticas, incluindo sindicalistas, foi recebido por Arménio Carlos, membro da Comissão Executiva da CGTP, no dia 7 de Abril de 2009.
Este encontro visou colocar a direcção da Central sindical a par da campanha política que consideram vital: a de exigir ao Governo que proíba todos os despedimentos e, ao mesmo tempo, dizer que aquilo que esperam da CGTP é que coloque esta palavra de ordem como objectivo central nas suas acções para defender os direitos dos trabalhadores.
Das respostas de Arménio Carlos à delegação destacamos:
“É de saudar a vossa iniciativa, sobretudo numa altura em que a ofensiva contra os direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores tem sido sistemática, ao ponto de haver vários sindicalistas com termo de identidade e de residência, como meio de pressão policial para os tentar condicionar na sua participação na luta contra as políticas do Governo e contra as acções de algumas entidades patronais.”
“Naturalmente que a CGTP-IN é contra os despedimentos e a forma como muitos deles estão a ser feitos. Assim, teremos em consideração a vossa proposta nos objectivos mais gerais e enquadrados na luta pelo emprego com direitos, contra o desemprego e a precariedade, contra a utilização abusiva por parte do patronato do lay-off e dos despedimentos encapotados traduzidos nas rescisões por «mútuo acordo».”
“Poderá haver, aqui ou acolá, uma ou outra medida, mas não será possível conseguir alterar as leis laborais sem uma mudança de rumo; a questão central é romper com estas políticas. É preciso combater a chantagem patronal sobre o emprego, os salários e os horários de trabalho. Vamos criar esperança e confiança nos trabalhadores para resistirem e reclamarem alternativas – tal como foi expresso na Manifestação do passado dia 13 de Março – e exigir que a economia esteja ao serviço dos trabalhadores, do povo e do país, e não subordinada aos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros.”

No diálogo que teve lugar, os militantes da delegação afirmaram estar a participar nas acções da CGTP – ao nível das organizações sindicais a que pertencem – e chamaram a atenção para as seguintes questões:
– A situação de precariedade é tão grande, nomeadamente nos professores, que muitos se vêem obrigados a aceitar trabalhar uns meses na sua profissão, outros noutra profissão completamente díspar, desde a caixa de um supermercado a um serviço de telefone. Esta situação de mobilidade torna os trabalhadores muito frágeis e será necessário criar uma estrutura na CGTP que permita apoiá-los no trabalho em que se encontrassem, pois era muito difícil serem eles a ir procurar outro sindicato, quando precisavam tanto de apoio;
– Os trabalhadores da Função Pública, que acabaram de perder o vínculo no início deste ano, estão a ser pressionados para abandonarem os contratos de trabalho, para aceitarem a “mobilidade especial”, ou a serem levados a pedir a reforma antecipada. Se todos os sectores se unissem, perante esta ofensiva, seria muito importante;
– Retomando o lema da necessidade de mudar de rumo, reforçaram que tal exigência passaria pela proibição dos despedimentos, fosse em que situação fosse. As medidas para salvar as empresas, para as reestruturar, etc., seriam feitas salvaguardando os postos de trabalho, com a mobilização dos recursos necessários para tal objectivo, como os trabalhadores portugueses já mostraram ser capazes aquando da Revolução do 25 de Abril.
Informaram que esta campanha estava a ser realizada em mais países da Europa, dando o exemplo da França, onde se prepara uma marcha sobre Paris – com o mesmo objectivo de exigir ao Governo a proibição dos despedimentos – e que dirigentes do PCF terão afirmado estar de acordo com esta palavra de ordem.
Arménio Carlos despediu-se da delegação expressando o sentimento de que éramos sempre bem-vindos à sede da CGTP e que esperava por nós no Primeiro de Maio.
A delegação respondeu que irá prosseguir a sua batalha política, que considera vital para a defesa da vida de cada trabalhador e do nosso país.

(Leia AQUI a resolução do Plenário dos Sindicatos afectos à CGTP)

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