RUE


Assinem e divulguem o abaixo-assinado

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É urgente um Governo para aplicar os recursos do país ao serviço da nação!

Um Governo comprometido e apoiado no povo trabalhador e não na UE!

Nem um euro para salvar banqueiros e especuladores!

Cidadãos de diferentes sectores e diferentes quadrantes político-partidários, muito preocupados com a situação do nosso país e do mundo, estamos, no entanto, convictos de que existe a capacidade para mudar o curso dos acontecimentos por parte de todos os sectores da população trabalhadora. A condição é que todos estes possam participar no processo de reconstrução do país, no quadro da democracia, com um Governo soberano neles apoiado.

Sabemos que não estamos sozinhos. Um pouco por toda a parte da Europa, e não só, por todo o mundo, os trabalhadores e os povos procuram, com a sua luta, uma saída política de paz e de democracia.

É esta procura que tem sido realizada por praticamente todos os sectores da população trabalhadora portuguesa, uns após outros.

Depois das mobilizações às centenas de milhar contra o novo Código laboral, das lutas constantes para defender os serviços de saúde de proximidade, das lutas de todos os trabalhadores da Função Pública, dos pescadores e dos agricultores, atinge agora uma mobilização histórica a acção dos professores e educadores dos ensinos básico e secundário, unidos com todos os seus sindicatos, quer da UGT, quer da CGTP.

Por que não há-de ser possível a formação de um Governo decorrente desta vontade, expressa na luta da maioria do povo trabalhador?

Os professores têm razão quando afirmam que é urgente juntar à sua mobilização a de todos os outros sectores da população, a começar pelos funcionários públicos, para quem o Governo tem reservado, a partir do início do mês de Janeiro do próximo ano, a perda do vínculo ao Estado.

Cabe às centrais sindicais – CGTP e UGT, às quais pertencem as maiores federações sindicais dos professores – organizar esta mobilização (em conjunto também com os trabalhadores do sector privado), e, se necessário, a greve geral, para a formação de um Governo que:

– Responda positivamente aos 140 mil docentes, garantindo as condições de funcionamento da Escola Pública, no quadro da democracia, da liberdade de ensinar e de aprender;

– Garanta o vínculo ao Estado e uma avaliação democrática e formativa a todos os trabalhadores da Função Pública;

– Revogue o novo Código laboral, garantindo a contratação colectiva e horários de trabalho regulamentados;

– Garanta todos os postos de trabalho, pondo termo aos processos de encerramento e falência de milhares de empresas;

– Canalize toda a riqueza para a produção e para os serviços necessários à população, com um plano para a criação de emprego, incluindo a agricultura e a pesca, sob o controlo de comissões dos trabalhadores;

– Pare de vez com o processo de privatizações, e renacionalize – sem indemnização – os sectores estratégicos da economia nacional (energia, telecomunicações, Banca, combustíveis), recusando pôr em prática o plano que canaliza mais de 20 mil milhões de euros para salvar banqueiros e especuladores;

– Pare com o processo de encerramento dos serviços de saúde, e de asfixia financeira e desmantelamento do Ensino superior público;

– Estimule o consumo, aumentando o poder de compra das famílias trabalhadoras.

Que Governo poderá executar este plano?

Na Assembleia da República (AR) existe uma maioria de deputados eleitos com o voto de todo o povo trabalhador. Povo este que não tem parado de lutar contra as medidas do governo de Sócrates / Barroso.

A mobilização unida dos trabalhadores através das suas organizações sindicais – tanto da CGTP, como da UGT – ajudará a criar as condições para que se forme um novo Governo, saído dessa maioria da AR, para pôr em prática esta política.

Será um Governo capaz de procurar a cooperação solidária com os povos dos outros países, em particular os da Europa, ajudando com a sua acção a abrir os alicerces da construção da União livre das Nações Soberanas; um Governo que rompa com as instituições da União Europeia.

Juntemo-nos na defesa e construção deste caminho!

Subscritores: Carmelinda Pereira (Professora, dirigente do POUS); Maria Paula Montez (Desempregada, RUE/ CDEP); Margarida Pagarete (Estudante da FPCE–UL, RUE); João Godinho (Estudante da FCUL); Pedro Pereira (Estudante da FCUL); Jaime Crespo (Professor, EB1/JI Monte Abraão nº 1/ Queluz); Carlos Melo (Reformado da Banca, dirigente do POUS); Amália Martins (Professora, Esc. Sec. de Matias Aires/ Agualva – Cacém); Maria Helena Gomes (Professora da Escola Sec. de Linda-a-Velha); Maria Teresa Fernandes (Professora aposentada); Rosa Cândida Pereira (Professora aposentada); Marta Jacob (Arquitecta paisagista); Joaquim Pagarete (Professor aposentado, dirigente do POUS); André Genage (Funcionário da FCUL); Adélia Gomes (Professora aposentada); Jorge Torres (CT da Unor); Isabel Pires (Direcção do SPGL); João Pestana (Tec. Inf. Com. Aeronáutica); Aires Rodrigues (Dirigente do POUS); José Gonçalves Simões (Operário vidreiro da Marinha Grande); Daniel Gatoeiro (Operário químico da Marinha Grande).

Fazemos um apelo a todos os militantes e às organizações que partilham estas preocupações. Propomo-vos que nos juntemos para fazer avançar uma campanha comum do movimento operário e popular, para a unidade na acção baseada nesta exigência central: a urgência de romper com a política de Sócrates / Barroso, criando condições para a constituição de um Governo que ponha em prática um plano de salvação do país e da democracia.

Dou o meu acordo

a este Apelo

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Organização O

Associo-me

à RUE

Deixo o meu contacto

Correspondência para: Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, 1250 – 217 Lisboa

fax: 21 325 78 11 ou para Carmelinda Pereira (carmelinda.pereira@sapo.pt)



Reunião da RUE, 5/Dez, 21h30

Cara(o) camarada,

A preocupação perante o desenvolvimento da crise económica e social do país, e, para muitos, a angústia do desemprego ou de uma enorme precariedade, levam a que todas as questões se coloquem, na procura de uma saída política.

Quem pode modificar a situação num sentido positivo?

Por que não conseguem as profundas mobilizações dos trabalhadores impor essa saída positiva?

Qual a contribuição que cada um pode dar, para ajudar a criar as condições para essa mudança que todos desejamos?

Foi com esta preocupação que um grupo de cidadãos , por iniciativa de militantes do POUS, decidiu constituir-se como Comissão Nacional pela Ruptura com a UE (RUE), ao mesmo tempo que procura desenvolver a discussão sobre o conjunto dos problemas com que estamos confrontados.

Foi assim que teve lugar, no passado dia 7 de Novembro, uma reunião aberta que visou debater a situação política – no quadro do agravamento do processo da crise mundial do sistema assente no regime da propriedade privada dos meios de produção, tornado mais visível com o colapso das Bolsas.

A discussão livre que teve então lugar não podia ser, certamente, conclusiva – dado que esta questão “global” arrasta muitas outras, também pertinentes – tendo sido decidido continuá-la em novo encontro.

É esse o objectivo que se pretende atingir na reunião a realizar  no próximo dia 5 de Dezembro,  pelas 21 h 30 m, nas instalações do POUS (ver croquis em anexo). Todos estão convidados.

Entretanto, deixamos registadas algumas das questões que foram abordadas na última reunião e que ficaram em aberto.

1 – Qual é a importância dos bancos?

Supostamente são para guardar e emprestar dinheiro.

Se fazemos um empréstimo e o pagamos 10 vezes, então o banco serve essencialmente para fazer dinheiro para os capitalistas e especuladores.

Qual a diferença entre “nacionalizar” e “socializar” um banco?

2 – Qual o significado da eleição de Obama e qual vai ser o seu papel?

Ele é um homem do sistema. Irá desempenhar o seu papel ao serviço do sistema, de maneira diferente.

Não será ouro sobre azul para os capitalistas, em tempos de crise?

3 – Não devemos ter grandes expectativas em relação a esta eleição.

4 – Não é Obama que vai mudar; mas há uma mudança na enorme espera e expectativa que se criou, sobretudo nos negros.

A cor não é muito importante para quem nasceu em segurança. Mas para quem nasceu e cresceu num gueto, sempre discriminado, é muito importante. Neste sentido, a eleição de um negro para presidente dos Estados Unidos da América pode levar a uma transformação das mentalidades.

5 – A contradição na eleição de Obama: por um lado, a força e as aspirações da imensa maioria que o elegeu; e, por outro lado, o partido democrata ao qual ele pertence. Faz lembrar a força do movimento dos trabalhadores portugueses, no 25 de Abril de 1974, e a Junta de Salvação Nacional, que integrava militares contra-revolucionários como Spínola e Galvão de Melo.

O extraordinário sentimento de esperança do povo negro e latino, bem como da classe operária dos Estados Unidos da América, cristaliza-se na própria mulher de Obama: uma mulher pobre que acedeu à universidade.

6 – Muita gente critica as organizações sindicais. Mas elas são feitas com todos os sócios e não apenas com aqueles que estão nas direcções. É preciso que todos se mobilizem para realizar os objectivos.

7 – Qual a implicação para o mundo das eleições nos EUA?

8 – Quais as consequências práticas de uma ruptura com a UE?

Lisboa, 2 de Dezembro de 2008

Carmelinda Pereira