RUE


Fundação da RUE
Setembro 19, 2008, 11:00 pm
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Constituição da Comissão Nacional para defender:
· Uma Política que reate com o 25 de Abril
· A União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa
· A Ruptura com a União Europeia

Caros amigos e camaradas,

Realizou-se, no passado dia 13 de Setembro, em Lisboa, um Encontro em que participaram, entre outros, estudantes e docentes da zona de Lisboa, e operários e pequenos comerciantes da zona da Marinha Grande / Leiria.

Partilhando diferentes opiniões políticas – em resultado das suas experiências de vida e das correntes do movimento operário com que mais se identificaram ou ligaram – temos como base comum a assinatura de um Apelo para a constituição de uma “Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia”, que foi subscrito por mais 70 militantes, trabalhadores e jovens.

Os militantes presentes na reunião tiveram também conhecimento da audiência concedida pelo secretário de Vladimir Spidla (Comissário europeu para o Emprego, os Assuntos Sociais e a Igualdade de Oportunidades) a uma delegação constituída por dirigentes sindicais de nove países europeus, no dia anterior, bem como da sua decisão em continuar a batalha política que os levou a ter aquela audiência, convocando nessa base um Encontro europeu.

(Os detalhes sobre os resultados desta delegação e a iniciativa do referido Encontro, serão oportunamente divulgados, logo que nos chegue mais informação.)

Após um debate fraterno e livre entre todos os presentes, foi aprovada a constituição dessa Comissão Nacional, tendo como base o texto que vos enviamos em anexo.

Aprovaram-se ainda um conjunto de iniciativas, visando desenvolver o trabalho político, que permita com que a Comissão em Defesa de uma política socialista, pela União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa, de Ruptura com a UE, atinja os objectivos por todos pretendidos, contribuindo para abrir uma perspectiva política positiva ao conjunto dos trabalhadores portugueses.

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Apoiamos o “NÃO” do Povo Irlandês
Setembro 19, 2008, 10:00 am
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Lisboa, 2008.09.13

Aos trabalhadores do Povo Irlandês, através dos seus órgãos representativos, os Sindicatos:

Camaradas, um grupo de trabalhadores portugueses reuniu-se no dia 13 de Setembro, para constituir uma Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia.
Entre outras coisas, decidiu congratular-se e manifestar o seu apoio e elogio pelo NÃO do Povo Irlandês no Referendo sobre o Tratado de Lisboa, (adiante designado pela sigla TL), o que naturalmente seria também a nossa opção, caso nos fosse facultada essa possibilidade!
Queremos ainda, com esta carta, demonstrar a nossa solidariedade e, sobretudo, recordar-vos que não sintam qualquer obrigação de apresentar uma solução para o problema criado para o TL, tal como tem vindo veiculado em algumas reuniões de certas cúpulas políticas e ou, em algumas agências noticiosas, por causa do vosso NÃO no referido Referendo. Recordamos que, quando em 2005 os franceses e holandeses também votaram NÃO no Referendo à “Constituição” Europeia, não os obrigaram a apresentar nenhuma solução nem os forçaram a continuar a fazer referendos sobre o tema, de modo a fazê-los mudar o seu sentido de voto.

Saudações Proletárias.

Pelos trabalhadores reunidos,

André Genage



Declaração Política da RUE

Declaração Política

Por uma Política que reate com o 25 de Abril

Pela União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa

Pela ruptura com a União Europeia

Militantes de diferentes correntes do movimento operário reunimos em Lisboa, no dia 13 de Setembro de 2008, a partir do Apelo assinado por 87 trabalhadores e jovens que afirmam:

«O povo da Irlanda disse “Não!”. Disse “Não!” no referendo ao Tratado de Lisboa.

O povo da Irlanda disse “Não!” à ditadura das instituições da União Europeia:

– Que impede os pescadores, os agricultores e os pequenos camionistas de sobreviverem;

– Que ataca todos os trabalhadores, destruindo a contratação colectiva e todos os direitos laborais, através de directivas (como o novo Código do Trabalho) e de sentenças do Tribunal Europeu de Justiça;

– Que impõe o desmantelamento dos serviços públicos, nomeadamente, na Saúde, no Ensino e na Segurança social;

– Que ataca a democracia e a soberania nacionais.

O povo da Irlanda disse “Não!”, tal como os pescadores de França ao declararem: “Abaixo a ditadura da União Europeia!”; tal como o afirmaram os povos francês e holandês, ao votarem “Não!” no referendo à “Constituição” Europeia, em Maio de 2005.

Como eles, o povo português tem o direito de poder expressar-se, através de um referendo, para dizer não ao processo de destruição da Nação portuguesa.

Nós, militantes e trabalhadores de Portugal, subscritores deste apelo, afirmamos: para defender todas as conquistas de Abril, para inverter este processo destrutivo, não há nada de mais urgente que romper com a União Europeia, abrindo a via à construção da UNIÃO LIVRE DAS NAÇÕES SOBERANAS DA EUROPA.

Consideramos que todos quantos se reclamam da defesa das conquistas de Abril e de uma vida digna para a população portuguesa – militantes, organizações e partidos – devem poder associar-se a esta batalha comum.

Apelamos à constituição de uma Comissão Nacional pela ruptura com a União Europeia.»

De acordo com este documento, que a maioria de nós já tinha subscrito, reafirmamos que a nossa preocupação central é contribuir para que seja realizada a unidade entre os trabalhadores e as populações com as suas organizações, para que o nosso país possa retomar um caminho de verdadeiro desenvolvimento positivo, em todas as suas dimensões: económica, social, cultural e ecológica.

É nossa convicção que existem todas as condições para avançar neste caminho, no quadro da procura de políticas de cooperação solidária com os outros povos da Europa – uma Europa unida com base na União livre das nações soberanas, de Portugal aos Urais.

A União Europeia é o contrário de todos estes objectivos. A sua determinação é a da defesa do sistema capitalista, salvando os interesses dos banqueiros e das multinacionais.

Por isso decidimos tomar as seguintes decisões:

– Constituir-nos em Comissão Nacional para defender uma política socialista em Portugal, para retomar tudo o que de positivo se conseguiu com a revolução de Abril, pela União Livre das Nações Soberanas de toda a Europa, pela ruptura com a União Europeia.

– Agir nos espaços em que nos encontrarmos, sob esta perspectiva, contribuindo para a unidade dos trabalhadores com as suas organizações, no sentido de impor ao Governo e à maioria do PS que rompam com as directivas da UE, em todas as áreas, nomeadamente no Código do Trabalho, na Saúde e no ensino, bem como na política de privatizações.

Durante a reunião, tivemos conhecimento do apelo para a realização de uma Conferência europeia, em Fevereiro do próximo ano, feito por uma delegação de sindicalistas de nove países da Europa, no dia 12 de Setembro, após terem sido recebidos pelo secretário de Vladimir Spidla (Comissário europeu para o Emprego, os Assuntos Sociais e a Igualdade de Oportunidades).

Estes sindicalistas estavam mandatados pela conferência de Estocolmo, realizada em 25 de Maio, e que exige a anulação das sentenças proferidas pelo Tribunal Europeu de Justiça, contra os sindicatos que impuseram às multinacionais dos seus países o cumprimento das suas convenções colectivas para todos os trabalhadores ao serviço dessas multinacionais.

Divulgaremos esta Conferência junto dos trabalhadores portugueses e das suas organizações, e prepará-la-emos em Portugal, no desejo de que esta iniciativa ajude a libertar o movimento dos trabalhadores e das populações de cada país, na via do restabelecimento dos direitos que já foram perdidos, da formação de governos para a paz e para a cooperação solidária, para a construção da União Livre das Nações Soberanas da Europa.

Lisboa, 13 de Setembro de 2008

Declaração adoptada por unanimidade pelos participantes na reunião.



Apelo à constituição de uma Comissão Nacional pela ruptura com a União Europeia
Setembro 13, 2008, 11:00 pm
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NÃO À UNIÃO EUROPEIA!

UNIÃO LIVRE DAS NAÇÕES SOBERANAS DA EUROPA!

O povo da Irlanda disse “Não!”.

Disse “Não!” no referendo ao Tratado de Lisboa.

O povo da Irlanda disse “Não!” à ditadura das instituições da União Europeia:

– Que impede os pescadores, os agricultores e os pequenos camionistas de sobreviverem;

– Que ataca todos os trabalhadores, destruindo a contratação colectiva e todos os direitos laborais, através de directivas (como o novo Código do Trabalho) e de sentenças do Tribunal Europeu de Justiça;

– Que impõe o desmantelamento dos serviços públicos, nomeadamente, na Saúde, no Ensino e na Segurança social;

– Que ataca a democracia e a soberania nacionais.

O povo da Irlanda disse “Não!”, tal como os pescadores de França ao declararem: “Abaixo a ditadura da União Europeia!”; tal como o afirmaram os povos francês e holandês, ao votarem “Não!” no referendo à “Constituição” Europeia, em Maio de 2005.

Como eles, o povo português tem o direito de poder expressar-se, através de um referendo, para dizer não ao processo de destruição da Nação portuguesa.

Nós, militantes e trabalhadores de Portugal, subscritores deste apelo, afirmamos: para defender todas as conquistas de Abril, para inverter este processo destrutivo, não há nada de mais urgente que romper com a União Europeia, abrindo a via à construção da UNIÃO LIVRE DAS NAÇÕES SOBERANAS DA EUROPA.

Consideramos que todos quantos se reclamam da defesa das conquistas de Abril e de uma vida digna para a população portuguesa – militantes, organizações e partidos – devem poder associar-se a esta batalha comum.

Apelamos à constituição de uma Comissão Nacional pela ruptura com a União Europeia.

Os primeiros subscritores:

Aires Rodrigues; Daniel Gatoeiro (op. químico Mª Grande); Nelson Matos (op. químico Mª Grande); Celso Martins (op. químico Mª Grande); José Simões (op. vidreiro Mª Grande); Aurélio Marques (op. vidreiro Mª Grande); Arsénio Cerejo (op. vidreiro Mª Grande); Fernando Simões (op. vidreiro Mª Grande); Adélia Gatoeiro (opª. vidreira, Delg. sindical Mª Grande); Vírgilio Guerra Marques (designer Mª Grande); Isabel Pedro (empr. Cartonagem Mª Grande); José Caiado Galego (empres. Moldes Mª Grande); Vítor Braga Pontes (lapidário Mª Grande); Prudência Videira (profª Ens. Sec. Mª Grande); Mª João Gomes (secret. Adm. Mª Grande); Luís Ferreira da Silva (pequeno empres. Bajouca, Leiria); Manuel dos Santos (pedreiro Bajouca, Leiria); Paulo Azevedo Ferreira (empreg. comercial Monte Redondo, Leiria); Vítor Santos (empres. restauração Praia do Pedrógão, Leiria); Mª de Fátima Coutinho (empresª. restauração Praia do Pedrógão, Leiria); Cristino Paulo (Assembleia de freguesia de Alfarelos, vereador independente); Carmelinda Pereira; Isabel Salsinha (func. pública); Luísa Cintrão (professora); Joaquim Pagarete (professor); Paula Montez (enc. de educação); Carlos Melo (bancário); Santana Henriques (Círculo de Leitores); Vítor Amaral (func. público); António Katchi (professor, Macau); Maria da Luz Oliveira (professora); Carlos Aguiar (biólogo); Fernanda Carvalho Silva (professora); Catarina Pedrosa (professora); Cláudia de Sá Pereira (professora); Helena Carvalho (func. pública); António Serra (analista-programador); Cláudia Sá Pereira (professora); Adélia Gomes (professora); Maria Cândida Barros (professora); Lourdes Coelho (professora); Ema Fogaça (professora); Joana Tavares Vargas (educ. infância); José Jorge Leitão (professor); Manuela Leitão (educ. infância); Marcelina Nogueira (reformada); Maria João (doméstica); Manuel Pereira (pedreiro); Diogo Nogueira (emp. mesa); J. E. (bancário); José Nogueira (emp. balcão); Maria Nogueira (doméstica); Naida Rebelo (func. parlamentar); Paulo Tremoceiro (func. público); Maria Stela Cavaco (func. pública ap.); Sílvia Cavaco (técnica informática); Eugénio Boiça (op. vidreiro Mª Grande); Irene Pinto (opª. vidreira Mª Grande); Antero Rodrigues (vidreiro ref.); Adelina de Sousa (vidreira ref.); Joaquim santos (vidreiro ref.); José Anjo (vidreiro ref.); Celeste Neto; Armando Costa (trab. indep.); Elsa Lino (secret. comercial); Joaquim Panacho (op. moldes, Mª Grande); Aníbal Lino (ref.); Helena Lino (refª.); Vladimir Rodrigues (pintor); Margarida Pagarete (estudante); Isabel Reinhards (refª); André Genage (func. público); Ana Paula Medeiros (professora); Anabela Alves (professora); Mª LaSalette Arcas Silva (professora); Mª Isabel Pires (dirig. SPGL); Vítor Lopes (Mª Grande); Hermínio Freitas Nunes (indústria Mª Grande); Mª Vitória Martins (desempregada Mª Grande); Nídia Veríssimo (desempregada Mª Grande); Mª Eugénio Diogo Coelho (Mª Grande); Carla Coelho Gonçalves (Mª Grande); Américo Rosa (reformado Mª Grande); José Manuel Rodrigues (reformado Mª Grande); José João Manuel (reformado Mª Grande); António Dinis (reformado Mª Grande); João Pestana; Isabel Guerreiro (professora).